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domingo, 15 de janeiro de 2012

Chegando em Aurangabad

Após nosso primeiro dia em Mumbai decidimos viajar até Aurangabad, a segunda maior cidade no norte de Maharastra. Pegamos um ônibus noturno e foi bem legal ver que ele só tinha camas, estávamos esperando um leito como os do Brasil. A cama não era das mais desconfortáveis, o problema é que, como os indianos são pequenos, as proporções se adéquam ao tamanho deles, então, pelo comprimento, que devia ser de mais ou menos 1m70cm, acabei tendo que encolher as pernas para tentar dormir, aliás, dormir foi uma coisa que só Martin conseguiu fazer enquanto eu fiquei extremamente assustada com a velocidade que aquele motorista conduzia o ônibus. Chegamos 8 horas depois e ainda era escuro em Aurangabad, cerca de 6h da manhã. Logo que descemos do ônibus uma avalanche de motoristas de riquixá vieram até nós para nos oferecer seus serviços, mas um sanguessuga não desgrudou de nós. Ele disse que conhecia um hotel (não caiam nesse papo) e que faria um preço bem barato até o centro, ele ficou atrás de nós por cerca de UMA HORA e nós sempre dizendo que não precisávamos de nada. Esperamos até o dia amanhecer e começamos a procurar um hotel e o centro da cidade, o problema é que não tínhamos mapa de lá e as pessoas nos davam informações erradas ou imprecisas. Acreditem, rodamos quase 4 horas (!!!!) pela cidade com mochilas pesadas e quase passando frio. Outro desconforto foi com a fumaça pois as pessoas queimam carvão para se aquecerem nas ruas, o que deixa um cheiro forte de cinzas no ar e uma fumaceira tremenda na cidade durante a noite, por isso a maioria das pessoas andam com lenços sobre o nariz para evitar o cheiro forte. Bom, todos os hotéis que procuramos estavam lotados, apenas um meio esquisito tinha vagas, quem nos atendeu foi um menino com mais ou menos 12 anos, ele parecia um gerente e fazia tudo com muita esperteza. Quando estávamos em frente ao nosso hotel conhecemos o Laxmi, um motorista de riquixá que nos pareceu muito confiável, principalmente pela sua abordagem tranquila, ele nos deixava pelo menos respirar e pensar, enquanto os outros falavam sem parar e não saiam nem um minuto do nosso lado. Combinamos então que este seria nosso motorista pelos próximos dois dias que estaríamos pelas ruas e redondezas de Aurangabad.

Logo depois de deixar nossas mochilas no hotel, tomar banho e tomar café da manhã, que, aliás, é a mesma coisa que almoço ou jantar, fomos encontrar o Laxmi que já nos esperava com o riquixá. Pegamos a estrada e fomos ver as cavernas de Ellora.

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