Enquanto tentávamos nos localizar na cidade e procurar um lugar pra comer, um desses motoristas não parava de insistir seus serviços. Sentamos em um restaurante baratinho onde a comida não era das melhores, e enquanto isso o motorista ansioso nos esperada na rua.
Pois bem, comemos e não tínhamos outra opção a não ser escolher aquele pobre homem pra nos levar até o forte Chittorgarh.
Martin e o nosso guia e motorista de riquixá
Chittor tem uma força impressionante, uma riquíssima história marcada com batalhas, mortes, tragédias, honra e lendas. São 281ha no topo de um monte a 180m de altura, ou seja, a vista lá de cima é linda! Chittorgarh foi construído no século 7 e, dentre tantas histórias que esse poderoso forte carrega, a que mais chama atenção é uma que aconteceu no início do século 14, quando teve seu primeiro ataque à mando do sultão Alauddin Khilji, que tinha como objetivo não apenas tomar o forte, mas também capturar a rainha Rani Padmini, dona de uma beleza lendária.
Prevendo a derrota, Rani Padmini e mais 13 mil mulheres cometeram jauhar, um ritual de suicídio em massa como sacrifício, praticado por mulheres rajputs para escapar da desonra nas mãos dos inimigos. Cerca de 50 mil guerreiros morreram na batalha, o exército saqueou e destruiu o forte e, anos depois o neto do governante retomou tudo para a dinastia Sisodia.
Essa é só uma das tantas histórias de tirar o fôlego guardadas pelo forte. No caminho passamos por pequenos templos, vacas e macacos, muitos macacos.
Paramos no Palácio Rana Kumbha, onde nasceu Maharana Udai Singh, fundador de Udaipur, seguimos para um templo Kumbha Shyam, construído no século 15, composto de uma arquitetura simples, compacta e linda.
Seguindo sempre de riquixá, chegamos na Vijay Stambh, a Torre da Vitória, erquida também no século 15 em comemoração à vitória sobre o sultão Mahmud de Malwa.
Com 36m de altura, entalhes de deuses e deusas, a torre de longe já ganha destaque. Martin subiu no alto enquanto eu fotografava uma família de macacos que estava bem à vontade sob uma árvore. Mas uma das coisas mais lindas do forte é o Gaumukh Reservoir, alimentado por uma nascente subterrânea.
De lá seguimos até o palácio da rainha Rani Padmin, aquela que teve sua beleza como maior responsável pela primeira batalha de Chittorgarh.
Andamos por um jardim, subimos na torre que tem vista para o lago que ilha outra parte do palácio. Descemos no lago e encontramos um grupo de dança que foi até lá tirar umas fotos. lindos, lindos, lindos!!
Ainda encontramos um pastor de cabras bem simpático, mas que carrega traços sofridos no rosto.
Em frente ao Palácio encontramos algumas lojinhas de roupas típicas do Rajasthan. Um menino veio correndo até mim perguntando de onde eu era, se gostava da Índia, me apresentou sua família e mostrou um casal que tirava fotos com um camelo todo enfeitado.
Seguimos para templo jainista e terminamos o dia num penhasco que tinha uma vista linda e tranquila.
De noite pegamos o ônibus de volta à Udaipur, estava lotado, demorou, mas chegamos bem.


































