Desde que os acidentes aéreos começaram a ter maior frequência e as notícias de quase acidentes foram mais expostas na mídia, comecei a ficar medrosa e com receio de voar. Entretanto, morando longe dos meus pais e do meu namorado, é impossível não ter que enfrentar esse o medo. Quarta (14) foi mais uma vez que pensei que logo que o avião decolasse, tudo estaria ok e eu esqueceria essa aflição, mas dessa vez foi diferente. No voo de Porto Alegre até Guarulhos, enfrentamos uma pequena turbulência que pensei "ah, normal nessa época e com esse clima péssimo que anda aqui no sul", mas eu mal sabia que a situação ficaria pior. Chegando em Guarulhos enfrentei toda aquela fila para o check do passaporte e uma espera de pouco mais de meia hora para entrar no avião. Quando sentei na poltrona, já vi que era bem menos confortável que as da TAP ou Condor, o travesseiro e o cobertor também eram de baixa qualidade, assim como a tela e conteúdo oferecido na tv das poltronas. O avião decolou e a turbulência já começou nos primeiros minutos. Pensei que assim que saíssemos da costa, tudo ficaria mais tranquilo, como geralmente é, mas que nada, só piorava. Sobrevoando o oceano a situação ficou tensa, depois de 5 horas initerruptas (!!!) de tremeliques, chegou a vez em que eu realmente rezei e esperei a hora da morte. Não sei como explicar a intensidade daqueles minutos, mas pra que se tenha uma idéia, eu tive que me segurar pra não pular da poltrona e uma mulher ao meu lado chegou a gritar. O pior de tudo é que a tela mostrava que o piloto aumentava a velocidade e subia mais e mais o avião e eu, impressionada como sou, lembrei que um dos motivos da queda do avião da Air France foi esse, a forte turbulência e a subida brusca de altura, o que deixa o avião mais desestabilizado, ou seja, eu realmente pensei que seria notícia nos jornais mundiais do dia seguinte. Eu tremia como nunca na vida, aliás, o que é pior, eu nunca tremo, nunca suo nas mãos e todos esses sintomas de nervosismo que outras pessoas tem. Acho que se as máscaras de oxigênio tivessem caído, eu teria desmaiado e medo, e juro, acho que por pouco não caíram. Depois disso a turbulência não passou, mas diminuiu. Acho que ao todo, esse voo de quase 12 horas teve 1 ou 2 de tranquilidade, obviamente que interrompidas pelos tremeliques. Quando o avião estava pousando, pensei que logo isso tudo acabaria e que não teria passado de um susto, mas aí veio outro! O avião estava totalmente desestabilizado chegou a pousar meio de lado, não se explicar, não foi uma derrapagem, mas pouco antes de tocar o solo ele foi empurrado para o lado, o que também foi assustador. No fim, chegamos todos bem, uns com certeza mais traumatizados que outros, mas chegamos! O mais engraçado é que até o serviço de bordo da TAM foi péssimo, a comida era ruim e bem menos caprichada que dos meus outros voos internacionais, os comissários com pouco humor e fazendo piadinhas com os alemães fedorentos, que convenhamos, alguns são mesmo, mas cochichar e comentar com os outros passaheiros sobre isso pega muito mal.
Infelizmente meu voo de volta é por essa linha aérea, mas espero que eu não precise nunca mais voar pela TAM. Também espero que nunca ninguém passe pela angústia que eu passei.
Até logo!
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