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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Deutsches Filmmuseum

Frankfurt é uma cidade carregada de museus, teatros, cinemas e diversos tipos de arte, o problema é que tenho que correr contra o tempo para aproveitar o máximo, então, domingo resolvemos ir ao museu alemão do cinema, que fica no centro e é ao lado do museu de arquitetura e bem no centro. Logo na entrada já fiquei babando pelo acervo que começou com o roteiro original de Casablanca,

andando mais um pouco vimos o background original de Mogli o Menino Lobo, criado em 1967 e por causa dessa cena passei o dia cantarolando:
"Eu uso o necessário Somente o necessário O extraordinário é demais Eu digo necessário Somente o necessário Por isso é que essa vida eu vivo em paz...lálálálá..."

Ainda no saguão de entrada é possível sentar-se em uma poltrona com o encosto em forma de máscara e assistir a techos de filmes projetados em uma ampla parede.

Logo atrás há um café com uns bolos e tortas bem atraentes, por isso decidimos comer um cheesecake de chocolate que estava tão, tão gostoso que eu até lembrei do trecho de um filme angolano, o qual obviamenete esqueci o nome, onde um velho diz para uma criança "você tem que comer bem devagar e sentir todas as cores"

No primeiro andar do museu descobrimos de forma interativa a pré-história do filme, passando pela ilusão de ótica. Pudemos manusear e brincar com caleidoscópios, fenacistoscópios, câmeras obscuras (inclusive uma enorme que podíamos entrar), assistimos a vários filmes que marcaram o início do cinema, passando pelos irmãos Lumière, Méliès, Skladanowsky e outros.

No segundo andar pude sentir um pouco dos apuros em que a Tenente Ripley se meteu no espaço quando vi o tão asqueroso Alien na minha frente.

Lá também pudemos interagir com a parte sonora, havia uma tela a qual continham alguns filmes e nós encaixavamos a melhor trilha ou então brincávamos de aumentar ou diminuir os efeitos sonoros, os diálogos, a trilha, etc. O mais legal foi encaixar o suspense da trilha de Psycho em uma cena de Lost in Translation. Ainda vimos materiais originais de Metropolis, um storyboard do Psycho, uma estatueta do Oscar, um dos bonecos usados no Estranho mundo de Jack e tantas outras curiosidades.
O museu ainda conta com uma sala de cinema a qual projeta filmes de diversos gêneros, desde curtas alemães aos atuais hollywoodianos.
Achei que a parte técnica da pré-história do cinema foi bem rica e a possibilidade de interagir com parte do acervo tornou a visita muito mais interessante, mas esperava bem mais da história do cinema, até mesmo o alemão, que ficou resumido a uns poucos materiais do Metropolis. Mas ok, foi gostoso poder sentir de perto um pouco da evolução cinematográfica.

e quem quiser dar uma olhada no site: http://deutsches-filminstitut.de/

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